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segunda-feira, 16 de maio de 2011

365 (dia 315) - Sutilezas

Deus está nos detalhes.

E também muitas das coisas mais importantes da vida.

A suavidade, a sutileza, a delicadeza e os pequenos cuidados com quem amamos ou, de pelo menos, de quem nos ama, garante o alimento desse sentimento.

Por pequenos descuidos também perdemos grandes coisas em nossas vidas. Podemos nem considerá-las tão grandes assim, mas como um iceberg, só a ponta é visível. O que está submerso é muito maior.

O problema é que também recebemos pequenos e frequentes avisos o tempo todo, mas não os entendemos. Sinais de que precisamos reavaliar tudo que fazemos e dizemos. Sinais de que os outros também têm capacidade de ver além do que é mostrado.

Temos a capacidade de desviarmos das grandes pedras, mas vivemos tropeçando nas pequenas...

domingo, 3 de abril de 2011

365 (dia 272) - Pra Não Dizer que Não Reguei as Flores...

Há quem diga que ofertar flores é um sinal de agradecimento ou um pedido de desculpas. Tudo bem. Pode ser sim, claro. Mas acho que esse gesto é ainda maior que isso. 
Quando alguém oferta uma flor, deseja beleza, alegria, cor a quem está recebendo. Deseja, de uma forma subliminar que esse alguém entenda que é necessário cuidar dessa relação, para que ela sobreviva, cresça e fique cada vez mais bela. De forma mais superficial, deseja que, o que quer que tenha acontecido para provocar o gesto de dar flores, se repita.
Eu gosto do ponto de vista do cuidado.
É com carinho, atenção e respeito que as relações mais incríveis crescem e se fortalecem. É regando, dia a dia, que se garante a sobrevivência dessas relações. São gestos pequenos, que demandam pouco esforço, mas que são imprescindíveis. Como as flores, se não cuidamos com carinho, as relações vão murchando, perdendo o viço. Dependendo da rapidez com que se faz o resgate, a flor se reidrata e continua linda, embora tenha sofrido. Se não for rápido o suficiente, ela vai até se recuperar um pouco, mas logo depois volta a murchar, até o fim.
E então seremos obrigados a viver somente da lembrança da flor que tanto embelezava nosso jardim. Que tanto orgulho e alegria nos deu. Talvez tenhamos uma foto, talvez não.
Mas nunca mais sentiremos seu perfume...
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