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quarta-feira, 20 de abril de 2011

365 (dia 289) - Deus

Quando era pequena, a imagem que eu tinha de Deus era a do livro da Mamãe: "As Mais Belas Histórias da Bíblia". Um senhor vigoroso, porém de barbas e cabelos brancos, a cara do Odin, que vê o mundo através de uma abertura luminosa das nuvens.
Sempre amei o céu, simplesmente olhar pra ele, procurar formas nas nuvens e, confesso, ficava procurando Deus em meio àquela fofura toda. Já esperei anjos saírem de lá também...
Hoje em dia sei que as coisas não são tão lindas como em nossa imaginação de criança. Nem tão fáceis. Mas sigo olhando o céu, procurando Deus e qualquer anjo que queira aparecer pra mim.
A qualquer hora do dia, dou uma espiada para ver que maravilhas Ele quer me mostrar. À noite, converso com a Lua e sinto sua magia; conto as estrelas e procuro as constelações.
Sei que tenho razão: Deus está lá sim. Se parece com Odin, com Papai ou é uma força poderosa sem forma, não importa. De um jeito ou de outro, Ele está olhando por e para mim; e eu estou olhando direto para Ele!

sábado, 7 de agosto de 2010

365 (dia 033) - Gatos

Os gatos sempre foram muito reverenciados na cultura popular. Dentre os antigos povos que faziam isso, destacam-se as civilizações egípcia, birmanesa, celta, latina, nórdica e persa. Todas essas culturas tinham em comum a presença de deuses que apresentavam-se na forma de gatos.
Na cultura celta, a deusa Ceridwen possui uma relação com o culto ao gato, por meio de seu filho Taliesin, o qual, em uma de suas reencarnações, foi descrito como sendo um gato de cabeça sarapintada.
Na mitologia nórdica, existe a deusa Freya, a qual possui uma carruagem puxada por dois gatos, que representavam as qualidades da deusa: a fertilidade e a ferocidade. Esses gatos exibiam as facetas do gato doméstico, ao mesmo tempo afetuosos, ternos e ferozes. Os templos pagãos da região nórdica eram frequentemente adornados com imagens de gatos. Na Finlândia, havia a crença de que as almas dos mortos eram levadas ao além por meio de um trenó puxado por gatos.
A cultura islâmica relata várias associações entre os gatos e o profeta Maomé, a quem teriam inclusive salvo da morte, ao matar uma serpente que o atacava.
Na Ásia, os gatos foram venerados pelos primeiros budistas, devido a sua capacidade elevada de auto-domínio e ao fato do animal apresentar capacidade de concentração semelhante à obtida por meio da meditação. Na China, estatuetas de gatos eram utilizadas para afugentar maus espíritos. Tal povo acreditava na existência de dois tipos distintos de gatos: os bons e os maus, que podiam ser facilmente diferenciados, uma vez que os maus tinham duas caudas.
Os hebraicos acreditavam que o gato teria sido criado por Deus dentro da Arca, quando Noé, preocupado com a proliferação dos ratos que se procriaram excessivamente na embarcação, implorou à Deus para que Ele providenciasse uma solução. Deus então fez com que o leão da Arca espirrasse, e do espirro desse felino, surgiram os gatos domésticos.
Durante a Idade Média, os gatos foram vítimas de inúmeras crueldades, pois algumas pessoas acreditavam que esses animais eram possuídos pelo diabo. No século XV, o papa Inocêncio VIII chegou a incluir os gatos pretos na lista de seres hereges perseguidos pela Inquisição. Assim, esses gatos foram acusados de estarem associados a maus espíritos e queimados nas fogueiras, juntamente com as pessoas acusadas de bruxaria.
De acordo com um mito existente em diversas culturas, os gatos possuem sete ou nove vidas. Esta lenda surgiu em decorrência da habilidade que esses felinos possuem para escapar de situações que envolvam risco à sua vida. Outro fator também responsável por essa crença é que, ao caírem de grandes altitudes, os gatos quase sempre atingem o solo apoiados sobre as quatro patas. Isso ocorre em função de possuírem um apurado senso de equilíbrio, permitindo-lhes girar rapidamente usando a cauda como contrapeso. Quando abandonados em áreas remotas, distantes da sociedade humana, filhotes de gatos podem converter-se ao meio de vida selvagem, passando a caçar pequenos animais para sobreviver. Isso faz com que eles sejam frequentemente vistos como animais resistentes, dotados de várias "vidas".
Entretanto, a expectativa de vida de um gato de rua é de apenas 3 anos. Já um gato que seja cuidado por humanos pode superar os 20 anos de idade, a não ser que um babaca de moto, numa madrugada de quinta-feira, resolva abreviar esse tempo...
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